Hotelaria brasileira começa a demonstrar sinais de recuperação

Na última quinta-feira (30), a PANROTAS, a STR e a OMNIBEES analisaram o impacto da pandemia do coronavírus na hotelaria no Brasil e no mundo e apresentaram alguns insights de retomada para o setor.

A hotelaria no Brasil começou a sentir os impactos no mês de março, logo após a OMS decretar a pandemia. O índice de reservas passou de 100% em janeiro para 60% no início de março. Com o estado de quarentena, esse indicador atingiu menos de 10% na segunda quinzena de março. Já o book window (período entre a data da reserva e do check-in), que até então tinha uma média de 40 dias, passou para 90 dias após o início do contágio da covid-19 no País.

Em relação ao estágio atual do setor, os dados exclusivos do Hotel Market Demand, da OMNIBEES, mostram que a hotelaria do Sul e do Centro-Oeste está com números acima da média nacional, com crescimento de mais de 50% nas buscas na última semana. Apesar de apresentar uma redução de 11% nas pesquisas, o Sudeste ainda concentra 42% das reservas, seguido pelo Nordeste (25%), Sul (23%), Centro-Oeste (7%) e Norte (2%).

TENDÊNCIAS DE RECUPERAÇÃO DA HOTELARIA

A semana de 19 a 25 de abril foi a primeira a apresentar sinais de recuperação para a hotelaria brasileira desde o início da pandemia. Embora as capitais apresentem uma queda de 7% nas buscas e reservas, os destinos mais afastados apresentam um crescimento de 42%. A cidade de Petrópolis (RJ), por exemplo, tem mostrado uma alta nas pesquisas por reservas para o mês de maio (além de reservas de última hora para finais de semana), enquanto Campos do Jordão (SP) apresenta elevadas buscas para viagens a partir de junho. Cidades da região Sul do País, como Gramado (RS), Foz do Iguaçu (PR) e Balneário Camboriú (SC), também têm apresentado uma tendência de crescimento para os próximos meses.

Na última semana, as cidades que mais cresceram em pesquisas foram Balneário Camboriú, Petrópolis, Goiânia, Curitiba, Gramado, Campinas, Florianópolis, Vitória, Brasília e Porto Alegre. Em contrapartida, São Paulo e Rio de Janeiro ainda lideram o ranking de reservas, apesar de registrarem queda nas buscas de 21,75% e 28,02%, respectivamente. 

Fonte: Panrotas

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