Aviação mostra primeiros (pequenos) sinais de recuperação

Mais recentemente, os números mostram que o total diário de voos aumentou 30% entre o ponto mais baixo, em 21 de abril, e 27 de maio. Isso ocorre principalmente nas operações domésticas e fora de uma base muito baixa (5,7% da demanda de 2019). Embora esse aumento não seja significativo para a dimensão global do setor de transporte aéreo, sugere que o setor passou pelo fundo da crise, desde que não haja recorrência. Além disso, é o primeiro sinal da aviação iniciando o provável processo longo de restabelecer a conectividade. 

“Abril foi um desastre para a aviação, pois as viagens aéreas pararam quase inteiramente. Mas o mês também pode representar o ponto mais baixo da crise, já que os números dos voos estão aumentando e os países estão começando a suspender as restrições de mobilidade. A confiança nos negócios está mostrando melhorias em mercados importantes, como China, Alemanha e Estados Unidos e esses são sinais positivos quando começamos a reconstruir o setor”, diz o diretor geral e CEO da entidade, Alexandre de Juniac. 

Dados do final de maio mostram que os níveis de voo na República da Coréia, China e Vietnã, por exemplo, subiram a um ponto agora apenas 22% a 28% menor que no ano anterior. As pesquisas de viagens aéreas no Google também aumentaram 25% até o final de maio, em comparação com a baixa de abril, embora esse seja um aumento de uma base muito baixa e ainda 60% menor do que no início do ano. 

Um balanço geral na aviação internacional mostra que   O tráfego de abril das companhias aéreas da Ásia-Pacífico despencou 98% em relação ao período do ano anterior, piorando de uma queda de 70,2% em março. As companhias aéreas do Oriente Médio registraram uma contração de tráfego de 97,3% em abril, em comparação com uma queda de demanda de 50,3% em março. A capacidade diminuiu 92,3% e o fator de carga caiu para 27,9%, uma queda de 52,9% em relação ao período do ano anterior. 

 As companhias norte-americanas tiveram um declínio de tráfego de 98,3% em abril, em relação à queda de 54,7% em março. A capacidade caiu 94,4% e, o fator de carga, 57,2 pontos percentuais, registrando 25,7%.  As empresas da América Latina sofreram uma queda de demanda de 98,3% em abril, em relação ao mesmo mês do ano passado, ante uma diminuição de 45,9% em março. A capacidade caiu 97,0% e a taxa de ocupação diminuiu 34,5 pontos percentuais, indo para 48,1%, a maior entre as regiões.  

No doméstico do Brasil, junho é o mês de maior recuperação, com as companhias nacionais passando dos 10% de operação “normal”. Já o tráfego das companhias aéreas africanas afundou 98,7% em abril, quase o dobro da queda da demanda de 49,8% em março. A capacidade caiu 87,7% e o fator de carga diminuiu 65,3 pontos percentuais, chegando a apenas 7,7% dos assentos ocupados, o menor entre as regiões.

Fonte: Panrotas

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