Estudo aponta como será a recuperação da hotelaria no Brasil

O documento “Recuperação da hotelaria urbana no Brasil”, da HotelInvest, em parceria com a Omnibees, a STR e o FOHB, lançado dia 03 de junho no portal panrotas, traz os resultados de um amplo estudo sobre as perspectivas de ocupação e diária média dos hotéis no País, para diferentes perfis de empreendimentos. Essa recuperação será lenta e gradual e dependendo do perfil do hotel, do destino onde está localizado e de alguns outros fatores, ela poderá demorar mais ou menos. 

“Para fundamentar as projeções elaboradas pela HotelInvest, foram analisados dados de milhares de propriedades hoteleiras no Brasil (no banco de dados da Omnibees), as principais referências de recuperação no mercado internacional (com análises da STR), além de dezenas de publicações nacionais e internacionais sobre os desdobramentos da covid-19 na economia e na atividade turística”, conta Pedro Cypriano, da HotelInvest. Também foram conduzidas entrevistas em profundidade com especialistas do setor aéreo, de organizadores de eventos, de intermediadores de viagem e de hoteleiros pelo País. 

Conforme o estudo, – Hotéis econômicos e midscale terão recuperação mais rápida e ocupação pode chegar a 35% de média este ano (dados de São Paulo). A recuperação total para esses hotéis deverá vir apenas em 2022, no cenário otimista. Para os hotéis de luxo, somente em 2023. É claro que hotéis que se beneficiam do público regional e de lazer, como no Rio de Janeiro ou nas capitais do Nordeste, tendem a ter resultados melhores que os da capital paulista. 

– A diária média, em São Paulo, deve cair pelo menos 10% (não adiantará baixar preços nesse mercado, se a atividade econômica vai demorar a voltar). A recuperação total de tarifas só deve chegar entre 2022 e 2023. Mais uma vez, nos destinos de lazer, pode haver um comportamento diferente das tarifas, seja para atrair a demanda de última hora, estimulando os consumidores, ou respondendo a aquecimentos pontuais em períodos de pico. 
– Hotéis que dependem do uso de espaços de eventos e do público internacional vão demorar mais para se recuperar. Quem conseguir uma guinada para atender o público nacional, incluindo o de lazer, conseguirá melhores resultados. 
– A previsão do estudo é de prejuízo operacional acumulado em 2020, resultado baixo em 2021 e recuperação em 2022 ou 2023 para a hotelaria no Brasil. Assim, a perda de valor estimada dos ativos hoteleiros, segundo o estudo, pode superar 20%. 

Fonte: Panrotas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *